Exames laboratoriais confirmaram que as primeiras carcaças encontradas em setembro morreram em decorrência da infecção por antraz. Até o momento, não foram registrados casos em humanos, mas as autoridades mantêm o alerta devido ao risco de contato com animais infectados.
O episódio ocorre enquanto o país lida com surtos de ebola e cólera e com uma crise humanitária gerada pelo conflito armado na região, o que pressiona os recursos disponíveis. Equipes do parque monitoram a área afetada e coordenam o manuseio e descarte seguros das carcaças, sem novos óbitos de animais nas últimas duas semanas.
A bactéria está presente naturalmente no solo e pode infectar animais selvagens e domésticos por meio de esporos. O principal risco para as pessoas está no manuseio de carcaças ou no consumo de carne contaminada, podendo a infecção ser tratada com antibióticos se identificada precocemente, mas sendo fatal sem tratamento.
A República Democrática do Congo já registrou outros episódios da doença nos últimos anos, incluindo um surto em março de 2025 que matou cerca de 65 hipopótamos. No vizinho Uganda, 15 pessoas testaram positivo para antraz e duas morreram, reforçando a preocupação de pesquisadores com a vigilância animal e humana.



