Entre março e junho de 2025, o refugiado palestino naturalizado Mahmoud Khalil, casal com nacionalidade norte-americana e pai de um recém‑nascido, ajuizou nos tribunais do Distrito Sul de Nova York uma ação civil contra a Universidade Columbia, seu conselho e a reitora Keren Yarhi‑Milo, alegando discriminação anti‑palestina, negligência na proteção contra assédio coordenado e retaliação institucional após sua manifestação em apoio ao cessar‑fogo em Gaza.
Contexto Histórico‑Político da Ação Legal
A investigação jornalística revelou que o processo, fundamentado em 60 páginas de denúncia, decorre de uma série de episódios que, segundo os autores da ação, evidenciam omissão deliberada da instituição diante de ameaças físicas e simbólicas contra estudantes que defendiam publicamente os direitos do povo palestino após o início da guerra em Gaza em 7 de outubro de 2023.
Antecedentes indicam que Khalil já havia ingressado com medida cautelar em março de 2025 para impedir a entrega de registros disciplinares da universidade ao Comitê de Educação e Trabalho da Câmara dos Representantes, investigação conduzida por figuras que lideraram o cerco político às universidades após os protestos campusários.
A ação judicial, com 60 páginas de denúncia, acusa a Universidade Columbia de indiferença deliberada que teria facilitado a perseguição política sofrida pelo refugiado palestino.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A Universidade Columbia respondeu ao The Guardian afirmando estar comprometida em proteger sua comunidade contra discriminação e assédio, prometendo investigar rapidamente quaisquer alegações de conduta irregular proferidas contra seus membros ou estudantes.
O caso deve gerar nova rodada de audiências no tribunal federal, com possibilidade de decisões que redefinam o alcance das proteções jurídicas para estudantes internacionais que denunciam violações humanitárias em conflitos armados.



