Após cinco reuniões consecutivas de calibragem, o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, encerrando o ciclo de ajustes com corte de 0,25 ponto percentual na última decisão, enquanto projeções do Boletim Focus indicam encerramento de 2026 em 13,25% com dois novos cortes previstos até dezembro e perspectiva de queda para 12% em 2027.
Contexto Institucional e Círculo de Calibragem Monetária
O Copom, órgão decisório do Banco Central, consolidou nesta quarta-feira a decisão de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, após cinco reuniões consecutivas que compuseram um ciclo de calibragem da política monetária, cada uma marcada pela redução sistemática de 0,25 ponto percentual no juro base. A manutenção do patamar reflete cautela técnica diante da persistência de pressões inflacionárias e da necessidade de observar dados mais consistentes antes de avançar em cortes adicionais.
As expectativas do mercado, consolidadas no Boletim Focus do Banco Central, apontam para encerramento da Selic em 13,25% até o final de 2026, com dois cortes adicionais previstos até dezembro, enquanto projeções para 2027 indicam redução para 12%, condicionada à consolidação fiscal e à estabilização das expectativas inflacionárias.
A Selic permanece estável em 13,75% ao ano após cinco ciclos de ajuste progressivo, com projeção de queda para 12% em 2027.
Repercussão Técnica e Perspectivas Econômicas para os Próximos Trimestres
Profissionais do setor econômico divergem quanto ao ritmo dos cortes: enquanto Thiago Machado, economista do Morgan Stanley Brasil, ressalta que avanços na política fiscal poderiam ampliar espaço para reduções mais agressivas nos juros futuros, Leandro Padulla do ASA alerta que a inflação de serviços ainda resistente e as expectativas timidamente melhoradas não justificam aceleração imediata do ciclo.
O IPCA projetado para o quarto trimestre de 2027 subiu para 3,9%, impulsionado por fatores como energia elétrica e tensões no núcleo inflacionário, enquanto dados recentes mostram desaceleração da atividade econômica sem comprometer o aquecimento do mercado de trabalho.



