Na terça-feira (6/10), a Polícia Civil do Rio de Janeiro formalizou o prende temporário de um homem e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de serem os autores da morte violenta do motorista de aplicativo Gabriel Dias Fernandes, ocorrida em 29 de setembro em Japeri, região metropolitana do Rio. O corpo da vítima, com sinais claros de agressão física e deliberada, foi localizado em área isolada no mesmo município após desaparecimento durante atividade laboral, e as investigações revelaram que os envolvidos adquiriram gasolina para carbonizar o corpo e subtraíram o celular da vítima antes do homicídio, configurando um esquema premeditado de roubo e eliminação.
Apuração Criminal e Dinâmica do Crime
As imagens de câmeras de segurança coletadas por autoridades locais e integradas à investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) comprovam que, após o assalto ao celular do motorista, os suspeitos adquiriram gasolina em estabelecimento comercial próximo ao local do crime e, em seguida, conduziram o corpo carbonizado até área de difícil acesso em Japeri, onde o incêndio foi realizado com o objetivo explícito de dificultar a identificação da vítima e obstruir os procedimentos periciais.
O crime ocorreu após o grupo ter solicitado à vítima uma corrida até o bairro Queimados, conforme relatado por testemunhas e corroborado por dados de geolocalização do aplicativo; durante o trajeto, anunciaram a intenção de assaltar o veículo e, ao constatarem a impossibilidade de fuga ou intervenção externa, decidiram pela execução letal, agredindo Gabriel com múltiplos cortes de faca antes de levá-lo a um local deserto para a queimação.
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Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos.
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A Justiça determinou prisão preventiva temporária para o homem identificado como autor intelectual do crime, enquanto os dois adolescentes — somados à idade e condição — foram encaminhados à Vara da Infância e Juventude, sob medida de apreensão cautelar prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conforme determinação do juiz responsável pela centralização das investigações na região metropolitana., A Polícia Civil informou que um terceiro adolescente, também apontado na investigação como participante dos roubos recorrentes na região com modus operandi semelhante, permanece foragido e está sendo procurado por meio das unidades especializadas da PCERJ, com apoio das delegacias regionais envolvidas no caso.
O s envolvidos respondem por homicídio qualificado e tentativa de ocultação de cadáver mediante queimação, crimes punidos com reclusão efetiva mínima de 12 a 30 anos, com possibilidade de agravantes que inviabilizam o benefício da suspensão da pena.



