Em 14 de setembro de 2020, o ministro André Mendonça, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), formalizou perante o presidente da Corte, Edson Fachin, a requisição presencial do relatório investigativo sobre o ministro Alexandre de Moraes aos delegados da Polícia Federal, movimento considerado atípico por envolver autoridades de alto escalão e demandar cautela na preservação de sigilo processual e higiene dos autos.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A solicitação, registrada em documento interno do STF e comunicada ao presidente da Corte na noite daquele dia, partiu da necessidade de evitar possíveis vazamentos da investigação referente ao suposto envolvimento do Banco Master com autoridades judiciais e operacionais, conforme apurado pela equipe de assessoria do ministro.
O episódio ocorreu em um contexto de tensão institucional, já que a investigação em questão tramitava sob a coordenação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e contava com a direção executiva da Polícia Federal, chefiada por Andrei Rodrigues, o que exigia protocolos reforçados de sigilo e resguardo de dados sensíveis.
A intervenção do ministro André Mendonça visou preservar a integridade da investigação sobre o Banco Master, evitando vazamentos que poderiam comprometer a apuração conduzida por autoridades como Paulo Gonet e Andrei Rodrigues.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Salvaguarda
A formalização do pedido por meio da Polícia Federal gerou debate na comunidade jurídica sobre a legitimidade de autoridades superiores solicitar relatórios investigativos diretamente aos agentes operacionais, em vez de recorrerem aos canais institucionais previstos no Regimento Interno do STF.
Fontes próximas ao ministro indicam que a medida foi tomada com base em orientações técnicas da assessoria jurídica do tribunal, visando minimizar riscos de interferência externa e garantir a continuidade da apuração sem prejuízo à imparcialidade dos procedimentos.



