Na madrugada da terça-feira, 15 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes protocolou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma defesa contendo 44 páginas, na qual classifica o processo em curso contra ele como uma nova tentativa de golpe, não plenamente esgotada nos atos de 8 de janeiro de 2023, e aponta motivação político-eleitoral por parte do ministro André Mendonça, com o objetivo de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Contexto Institucional e Estratégia Jurídica da Defesa
O documento, obtido com exclusividade pelo jornal Valor Econômico, revela que Alexandre de Moraes fundamentou sua defesa na ausência de evidências concretas e na caracterização do procedimento como uma extensão ideológica da operação que culminou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com base em alegações de vingança institucional por sua atuação no inquérito sobre a suposta trama golpista.
Antecedentes que culminam na expectativa de que o STF, sob a gestão de Moraes, consolidará sua posição como guardião da Constituição, mesmo diante de tentativas — segundo o ministro — de subverter a ordem democrática por interesses partidários ou eleitorais.
A tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi.
Repercussão Institucional e Estratégias Políticas no Tabuleiro do STF
A defesa de Moraes ressalta que o ministro André Mendonça ter levantado o sigilo da investigação em setembro de 2023 para favorecer Flávio Bolsonaro, configurando um suposto jogo político-eleitoral que visa desgastar a imagem do magistrado e fortalecer a candidatura do opositor ao governo.
Especialistas em direito constitucional apontam que a estratégia jurídica adotada pelo ministro visa não apenas absolvi-lo formalmente, mas também consolidar um legado institucional ao posicionar o STF como instituição resiliente frente a pressões autoritárias ou eleitoreiras.



