O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL-SP), repercutiu publicamente, por meio das redes sociais, a trajetória política de Milton Leite, empresário alvo de operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 17/9 sobre supostos elos entre seu grupo de influência e o Primeiro Comando da Capital (PCC), fato ocorrido 18 dias após o lançamento das candidaturas dos filhos do entrevistado, Alexandre Leite e Milton Leite Filho, para cargos na Alesp e na Câmara dos Deputados.
Contexto Político e Investigação em Curso
A apuração conduzida pelo MPSP revela indícios de comunicação direta entre representantes da empresa de ônibus localizada no litoral paulista — identificada como 'Transporte Litoral Norte' — e membros do PCC, com menções a 'Marcola', figura estratégica dentro da organização criminosa, em mensagem trocada entre sócios da referida firma, conforme documentos obtidos pela Procuradoria-Geral de Justiça.
O episódio se insere num cenário de crescente tensão entre instituições políticas e redes criminosas no Estado, já que Milton Leite mantém vínculos formais com o cenário legislativo paulista ao atuar como administrador de grupo no aplicativo WhatsApp destinado a vereadores da capital, posição que lhe conferiu acesso privilegiado a interlocutores públicos enquanto investigações sobre sua conduta permanecem em andamento.
Milton Leite responde por administração de grupo de WhatsApp destinado a vereadores de São Paulo enquanto aguarda decisão sobre supostas articulações com o PCC.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
Em pronunciamento oficial, André do Prado justificou sua manifestação afirmando tratar-se meramente de reconhecimento à trajetória política dos filhos de Milton Leite, destacando a presença ao seu lado do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes durante evento político que antecedeu a publicação.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a coincidência temporal entre a divulgação da mensagem e os lançamentos das candidaturas dos filhos do investigado pode gerar questionamento sobre uso indevido de influência institucional, embora a legislação vigente não proíba expressamente apoio prévio à campanha eleitoral.



