A O peração Reino O culto, coordenada pela Polícia Civil da Bahia em parceria com o Ministério Público da Bahia, revelou a participação de um militar do Exército lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército em Salvador como fornecedor de armas e munições para organizações criminosas ativas em Salvador e outras unidades da federação, com movimentação superior a R$ 4 milhões identificada entre março e setembro.
Estrutura e Dinâmica da O rganização Criminosa Investigada
A apuração conduzida pelo Gaeco do MP-BA e pela Polícia Civil identificou que Deivison dos Santos Ferreira, cabo do Exército, atuava como fornecedor estratégico de armamentos calibre 5,56, granadas e munições para facções criminosas, com negociações registradas em conversas analisadas pelos investigadores, conforme relatório técnico oficial divulgado no âmbito da O peração Reino O culto.
A estrutura criminosa desvendada operava por meio de núcleos especializados em comando, gestão financeira, armazenamento, logística e distribuição de drogas, além do fornecimento ilegal de armas, com movimentação total estimada em mais de R$ 4 milhões e atuação em múltiplos estados, incluindo São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Mais de R$ 4 milhões foram movimentados pela organização criminosa sob a proteção de um cabo do Exército durante a O peração Reino O culto
Repercussões Institucionais e Desdobramentos Legais
O Ministério Público da Bahia e a Polícia Civil reiteraram que as investigações seguem com foco na responsabilização de todos os envolvidos, destacando que as prisões preventivas de suspeitos foram decretadas com base em indícios robustos de participação em associação criminosa e tráfico de drogas.
A defesa de Deivison dos Santos Ferreira nega categoricamente as acusações, afirmando que os fatos serão esclarecidos no devido processo legal e requerendo o revogamento das medidas coercitivas baseadas em evidências ainda não formalmente consolidadas.



