Na manhã da terça-feira (22), a Polícia Federal deflagrou a sétima fase da O peração Unha e Carne, no Rio de Janeiro, com o objetivo de investigar o vereador Jorge Canella (União Brasil), suspeito de posse irregular de armas de fogo de uso restrito, em clara violação às normas de controle de armamentos.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A operação, coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultou na execução de três mandados de busca e apreensão nas regiões da Barra da Tijuca, do Recreio e na sede da Câmara Municipal do Rio, onde agentes da Polícia Federal identificaram e apreenderam dois fuzis e uma submetralhadora – armamento que configura posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, crime previsto no Estatuto do Desarmamento. O vereador foi preso em flagrante durante o cumprimento das diligências, sendo conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio para lavratura do auto de prisão em flagrante, sob responsabilidade direta do delegado-chefe da unidade.
Conforme registros oficiais, a investigação visa esclarecer a ligação entre Canella e Márcio Canella, seu irmão, também detido previamente com um fuzil no interior do veículo durante fase anterior da operação, reforçando indícios de possível conexão com estruturas criminosas organizadas no município.
Dois fuzis e uma submetralhadora foram apreendidos na residência do vereador Jorge Canella, configurando crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa do vereador ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações, enquanto a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que acompanha os procedimentos com rigor técnico e jurídico, garantindo o regular andamento das investigações sob supervisão da PF. A ação reforça o compromisso das instituições com a aplicação uniforme da lei, independentemente do cargo público ocupante.
Especialistas em direito penal apontam que a prisão em flagrante por porte ilegal de arma restrita pode gerar apreensão preventiva ou medidas cautelares mais amplas, dependendo da avaliação do juiz competente, com possibilidade de suspensão dos direitos políticos em caso de condenação definitiva.



