Daniel Santos, eleito governador do Pará pelo Podemos, enfrenta o desafio de consolidar uma base política estável na Assembleia Legislativa, onde dez deputados estaduais eleitos — provenientes dos partidos Podemos e PL — iniciam a formação da base de apoio, embora ainda falte a confirmação formal de outros onze parlamentares para garantir a maioria necessária de 21 cadeiras entre 41.
Contexto Institucional e Estrutura Legislativa da Nova Administração
A apuração jornalística confirmou a composição da bancada inicial com a eleição de Alexandre Gomes, Fabricio Miranda e Rui Begot pelo Podemos, além de Lanuzia Cunha, Mariza Almeida, Tati Barra, Renata Fonseca, JK do Povão, Mayky Vilaça e Coronel Neil pelo PL, totalizando dez deputados efetivos — número que representa o ponto de partida quantitativo para a formação da maioria no Legislativo paraense.
As negociações para a configuração da equipe governamental ainda se limitam a especulações, com nomes como João Salame Neto, ex-prefeito de Marabá e figura influente na articulação regional; Ed Wilson, Zequinha Marinho e Éder Mauro citados como possíveis integrantes do núcleo técnico ou político do governador, embora sem confirmação oficial por parte das partes envolvidas ou dos próprios candidatos.
Daniel Santos conta com dez deputados estaduais eleitos como base inicial para governar o Pará em uma Assembleia de 41 parlamentares.
Repercussão Política e Caminhos para a Formação da Base Governamental
As posições do MDB, PT, PDT, PV e PSOL — com 13,3, 1,1 e 1 deputados respectivamente — mantêm-se como fatores decisivos nas negociações de suporte ao governo, já que sua adesão ou distanciamento poderá inclinar o equilíbrio numérico na Casa Legislativa.
Especialistas apontam que a eleição da Mesa Diretora da Alepa será um marco estratégico, pois a presidência da Casa terá papel central na agenda e na tramitação dos projetos, o que pode estimular migrações de fidelidade partidária entre parlamentares ligados ao governo anterior de Helder Barbalho rumo à nova administração.



