Contexto das Apurações
O ex-presidente Jair Bolsonaro negou categoricamente a alegação de que tenha utilizado recursos arrecadados via Pix para repasses a familiares e associados, durante o período compreendido entre janeiro e junho, antes do início da campanha de arrecadação que começou em meados de junho. As apurações conduzidas por órgãos oficiais, incluindo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), confirmaram formalmente que movimentações de valor totalizando R$ 14 mil foram realizadas à lotérica Jonatan e Felix, localizada no interior de São Paulo, com o ex-presidente reconhecendo o repasse como destinado a apostas na Mega-Sena.
Detalhes dos Pagamentos
De acordo com registros oficiais, Bolsonaro efetuou pagamentos de R$ 56 mil a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à referida lotérica, valores estes identificados em relatório formal que também constatou a destinação dos recursos para despesas diversas, aluguéis e apostas. O ex-presidente declarou que os pagamentos ocorreram antes da formalização da vaquinha do Pix, destacando que os valores transferidos a Michelle obedeciam ao seu argumento de que ela administra suas contas financeiras.
Justificativas e Contextualizações
Bolsonaro justificou os repasses a familiares e assessores sob a premissa de que as transações eram destinadas a custear despesas pessoais ou imobiliárias, como o aluguel de imóveis mantidos por Leda Crivelatti, síndica do condomínio onde reside o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Em pronunciamento à imprensa na Prefeitura de São Paulo, ele afirmou que os valores repassados a seu filho e ao tenente foram utilizados para honrar despesas não cobertas por sua aposentadoria ou salário político, reforçando que manteve vínculos formais com Crivelatti como um dos oito assessores remunerados pelo regime especial para ex-presidentes.
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