Na quarta-feira (23/9), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) renovou o pedido de prisão temporária do policial civil Rafael Juergen Shult, agente do 78º Distrito Policial, por 30 dias, após investigação da Corregedoria da Polícia Civil que apura sua suposta liderança de milícia armada envolvida em sequestros e extorsões; na tarde de quinta-feira (24/9), o agente foi preso no próprio prédio da Corregedoria, na Água Branca, após recusar-se a fornecer a senha de acesso ao celular apreendido, mesmo após a validade do mandado judicial.
Contexto Institucional e Procedimental da Investigação
A Corregedoria da Polícia Civil confirmou que o mandado de prisão temporária, inicialmente deferido no início da semana e com validade prevista até o início de outubro, foi efetivamente renovado pela 11ª Vara Criminal da Capital na quarta-feira (23/9), com base em laudo pericial que comprovou participação direta do agente na operação de sequestro ocorrida em 12 de agosto na Zona Leste paulistana, quando ele e dois acompanhantes abordaram um indivíduo identificado como traficante de drogas, rendendo-o com disparos de fuzil e forçando sua entrada em uma Chevrolet Trailblazer sem identificação ostensiva.
O policial civil Rafael Juergen Shult, lotado no 78º DP e com atuação documentada em ações anteriores contra alvos criminosos, é suspeito de coordenar um grupo armado que utiliza viaturas falsas para sequestrar comerciantes e criminosos, visando a extorsão financeira; ao menos duas viaturas adulteradas foram apreendidas durante diligências que culminaram na prisão de seu irmão Gustavo Henrich Schult, foragido da Justiça desde julho.
O policial civil Rafael Juergen Shult responde por investigação que apura participação em pelo menos dois sequestros com uso de viaturas falsas e extorsão mediante violência.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A Corregedoria da Polícia Civil notificou o Ministério Público para instauração imediata de inquérito policial autônomo, com prazo máximo de cinco dias para apresentar relatório preliminar sobre os fatos; o agente Rafael Shult permanece sob custódia preventiva no Presídio da Polícia Civil, enquanto seu advogado ainda não foi localizado para manifestação formal.
As autoridades apontam que a continuidade das atividades do grupo sob a liderança do agente pode comprometer a segurança pública em bairros como Jardins e Vila Mariana, configurando risco institucional para a imagem da Polícia Civil paulista.



