O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou as medidas econômicas dos Estados Unidos contra o Brasil como uma interferência eleitoral deliberada, com o objetivo de prejudicar a imagem do presidente Lula (PT), em declaração feita durante entrevista à emissora.
Contexto Institucional e Antecedentes da Intervenção Econômica
O ministro destacou que o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos, aliado à baixa renda per capita nacional, justifica a insatisfação com a aplicação de tarifas de 25% sobre 23% das exportações brasileiras, medidas que atingem setores estratégicos da balança comercial e dependem do fluxo cambial em dólares para importação.
Durigan afirmou que o governo brasileiro tentou estabelecer canal direto de negociação com a Casa Branca, mas que a proximidade ao processo eleitoral brasileiro suspendeu quaisquer avanços concretos, prevendo que apenas após as eleições o debate voltará ao foco econômico.
As tarifas norte-americanas atingem 23% das exportações brasileiras e respondem por 25% do total das importações americanas em bens específicos.
Repercussão O ficial e Perspectivas para o Diálogo Bilateral
Durigan reiterou que o governo brasileiro mantém negociações formais com autoridades americanas desde 31 de agosto, quando foi reativado o diálogo bilateral visando reduzir as barreiras tarifárias impostas por Washington.
O ministro ressaltou que a resolução definitiva da questão dependerá da superação do impasse político interno e da prioridade dada ao ajuste econômico bilateral nos próximos meses.



