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Política

Coalizão partidária pede exclusão de majoritários do cálculo de cotas para mulheres e negros

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 54 min
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Coalizão partidária pede exclusão de majoritários do cálculo de cotas para mulheres e negros
Fatos Rápidos da Notícia
  • O PT, PL e outros partidos do governo e da oposição solicitaram ao TSE a exclusão das campanhas majoritárias do cálculo de cotas para candidaturas de mulheres e negros
  • A regra atual destina 30% do Fundo Eleitoral para mulheres e 30% para negros, sem especificar a distribuição entre candidaturas
  • Segundo o PT, 42% do fundo foi absorvido por candidaturas majoritárias em 2022, o que exige que mais da metade dos recursos proporcionais (58%) seja direcionada a candidaturas de pretos e pardos para cumprir o piso constitucional
Resumo Editorial

A coalizão pede ao TSE revisão do Fundo Eleitoral para impedir que majoritários absorvam 42% dos recursos, comprometendo cotas para mulheres e negros.

Em um esforço coordenado entre os partidos representativos do espectro político nacional, o PT, PL e diversas legendas da base governista e da oposição submeteram formalmente ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) requerimento para revisão das normas de aplicação do Fundo Eleitoral, visando excluir das regras de cotas as candidaturas majoritárias, em especial as de presidentes e vice-presidentes. A iniciativa, articulada por parlamentares de diferentes matizes ideológicas, busca adequar a distribuição de recursos públicos à realidade das candidaturas proporcionais, considerando que a concentração de verbas em fórmulas majoritárias compromete a efetividade dos percentuais constitucionalmente estabelecidos para mulheres e negros.

Contexto Institucional e Ajuste Regulamentar no Fundo Eleitoral

A atual legislação eleitoral aloca 30% do Fundo Eleitoral para candidaturas de mulheres e outros 30% para candidaturas de negros, sem critérios específicos de distribuição entre fórmulas majoritárias e proporcionais, o que permite que a totalidade dos recursos destinados a uma única candidatura feminina competitiva ou a um par negro seja absorvida sem violação formal da norma vigente. Segundo análise técnica do PT encaminhada ao TSE em fevereiro de 2024, os dados de 2022 revelam que 42% do total arrecadado foi consumido por candidaturas majoritárias — percentual que, somado à obrigatoriedade de garantir 30% do fundo total para pessoas pretas e pardas, exige que mais da metade dos recursos vinculados às fórmulas proporcionais (58%) seja direcionada a esses grupos, o que ultrapassa amplamente o piso estabelecido pela Constituição Federal.

Antecedentes históricos demonstram que a flexibilidade interpretativa das regras tem sido utilizada por partidos com candidatos de alto potencial eleitoral para monopolizar verbas destinadas às cotas, especialmente em disputas presidenciais. O pleito apresentado ao TSE conta com suporte técnico do próprio partido com base em relatório contábil elaborado pelo Departamento de Análise Legislativa, que constatou a distorção na aplicação dos percentuais durante o último ciclo eleitoral.

Ponto de Destaque

42% do Fundo Eleitoral foi absorvido por candidaturas majoritárias em 2022, pressionando a necessidade de redirecionar mais da metade dos recursos proporcionais para cumprir o piso constitucional para candidatos pretos e pardos.

Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos na Aplicação das Cotas

A Procuradoria-Geral da República e a Comissão Nacional de Eleições já sinalizaram abertura formal para análise do pedido, enquanto juristas independentes alertam para o risco de descaracterização do princípio da igualdade material previsto no artigo 3º da Constituição, caso a exclusão seja implementada sem critérios claros de proporcionalidade. O TSE, por sua vez, já adotou posição conservadora em decisões recentes sobre cláusulas reais e cotas raciais, priorizando a estabilidade das regras atualmente em vigor.

A discussão deve se estender aos próximos atos preparatórios para as convenções partidárias e à definição dos critérios técnicos que embasarão eventual alteração normativa, com possibilidade de veto presidencial ou aprovação legislativa complementar caso o TSE mantenha posição favorável ao pleito.

Atenção / Ponto Crítico
Qualquer decisão contrária ao pedido pode gerar multa administrativa aos partidos e anulação parcial das contas eleitorais apuradas até abril de 2025.

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