Na manhã de domingo (30/8), o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás localizou o corpo do policial civil Jorge Luiz Rego Ferreira, 51 anos, que desaparecera após a viragem de uma embarcação no Rio Paranaíba em Corumbaíba (GO) na quarta-feira (26/8), trazendo término às buscas que se estenderam por quatro dias e que também haviam encontrado, no sábado (29/8), o corpo do empresário Romes Silva, 53 anos, na zona rural da Fazenda Três Lagoas.
Contexto da Tragédia e Desdobramentos das Buscas
As investigações revelaram que três ocupantes seguiam em canoa durante atividade de pescaria quando uma ventania e a formação de marola provocaram a instabilidade da embarcação, culminando em seu naufrágio; o sobrevivente, ao utilizar colete salva-vidas e agarrar-se a uma caixa térmica, conseguiu alcançar a margem após ser arrastado pela correnteza, sendo socorrido em uma fazenda local.
O s trabalhos de busca e resgate, coordenados pelo 9º Batalhão de Bombeiros Militar e integrados por 10 bombeiros, 16 policiais civis e seis militares, contaram com apoio logístico de pescadores, fazendeiros da região e da Prefeitura de Corumbaíba, iniciando-se na quinta-feira (27/8) e se estendendo até a localização das vítimas no fim de semana.
O corpo do policial civil Jorge Luiz Rego Ferreira foi localizado na manhã de domingo, encerrando as buscas que duraram quatro dias após o naufrágio no Rio Paranaíba.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A Polícia Civil de Goiás acionou inquérito formal para apurar as circunstâncias do naufrágio, enquanto o Corpo de Bombeiros reforçou as diretrizes de segurança para atividades aquáticas em regiões com risco de correnteza e condições climáticas adversas.
As autoridades destacam a necessidade de revisão dos protocolos de operação de embarcações pequenas em rios com histórico de forte variação de nível e alerta para a periculosidade das ventanias sazonais.



