Após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o escritor Augusto Cury, candidato do partido Avante que conquistou 3.448.569 votos (2,89% dos válidos), encontra-se em viagem ao exterior, tendo deixado o país na tarde da segunda-feira (5/10), com retorno previsto para a semana subsequente, segundo informado por interlocutores próximos à sua campanha.
Contexto Estratégico e Decisão de Isolamento Pós-Eleitoral
A apuração oficial confirmou a terceira colocação de Cury no pleito presidencial, atrás dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com os resultados definitivos certificados pelo Tribunal Superior Eleitoral; em resposta ao resultado, o autor, conhecido por suas posições conservadoras e atuação no Judiciário, optou por afastar-se temporariamente das atividades políticas diretas, programando uma pausa para viagens ao exterior a partir da semana passada.
Essa decisão estratégica, segundo aliados próximos ao candidato, visa permitir uma reflexão sobre as diretrizes a serem adotadas no segundo turno, já que Cury afirmou publicamente que permanece em silêncio quanto a eventuais posicionamentos partidários ou de apoio a os candidatos que disputarem a corrida final.
O ambiente político brasileiro vive intensas articulações para a formação de alianças no segundo turno, com Cury sendo alvo de pressões tanto de setores que defendem seu apoio a Flávio Bolsonaro quanto de aqueles que defendem aliança com Lula, enquanto sua ausência física do país tem gerado especulações sobre o desfecho de sua postura.
Augusto Cury, terceiro colocado com 2,89% dos votos válidos, pretende decidir seu apoio no segundo turno após retornar da Europa na semana seguinte.
Repercussão Política e Caminhos da Aliança no Segundo Turno
As declarações oficiais do entorno de Cury reforçam a tese de que sua posição final dependerá das convergências programáticas entre suas propostas e as plataformas de Lula ou Flávio Bolsonaro, com lideranças do Avante pressionando para que o escritor manifeste-se publicamente em favor do candidato do PL.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro tem intensificado contatos com aliados do Centrão e com o governador Tarcísio Caiado, que se comprometeu a anunciar seu apoio ao senador na terça-feira (8/10), sinalizando movimento favorável à consolidação de um bloco conservador que pode incluir Cury como peça-chave.
Especialistas apontam que a ausência prolongada de Cury do cenário político pode fragilizar sua influência futura no segundo turno, dependendo da definição de Lula sobre a incorporação de suas pautas econômicas e sociais aos planos do PT.
A expectativa é que sua decisão definitiva seja revelada ainda no mês de outubro, após o término da viagem europeia e os últimos embates internos dentro do partido Avante.



