A juíza federal Tanya Chutkan, nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, decidiu suspender as ações dos Departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos para enviar listas de pessoas suspeitas de não serem cidadãs americanas a autoridades eleitorais. A medida atinge estados como Califórnia e Washington, onde o governo já havia distribuído esses dados no mês passado.
Além do compartilhamento das listas, o governo exigia que os funcionários eleitorais isolassem as cédulas dessas pessoas para investigação. A juíza apontou que a iniciativa provavelmente viola a lei federal de privacidade e que o governo não possui autoridade legal para distribuir tais informações.
Especialistas e autoridades locais alertaram que os bancos de dados federais podem identificar incorretamente cidadãos americanos aptos a votar, uma vez que utilizam registros estaduais desatualizados e incompletos, gerando correspondências equivocadas.
A decisão se soma a outros revés judiciais enfrentados pelo governo Trump na pressão por uma verificação mais rigorosa da cidadania dos eleitores durante o período de votação. Outros juízes também impediram que o governo exigisse a separação de votos, a remoção de eleitores dos cadastros ou ameaçasse autoridades estaduais com processos judiciais.



