Partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 elegeram 286 deputados federais, equivalente a 55,8% das 513 cadeiras da Câmara. As legendas que declararam apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistaram 124 vagas, ou 24,2% do total, de acordo com levantamento baseado nos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os dados consideram as eleições legislativas de 4 de outubro e os posicionamentos oficiais dos partidos no segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. As outras 103 cadeiras, correspondentes a 20,1% da Casa, ficaram com legendas neutras, que liberaram integrantes para apoiar candidatos diferentes ou que não tiveram posição nacional unificada.
A matéria destaca que os deputados foram eleitos antes de vários partidos declararem apoio a Lula ou Flávio, portanto os números não significam que os parlamentares eleitos necessariamente apoiaram os mesmos candidatos à Presidência ou atuarão de forma conjunta no próximo Congresso. O cenário representa um desafio para Lula, que precisará negociar com legendas que apoiaram Flávio durante a campanha para conseguir maioria nas votações de interesse do governo.
Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), atuais presidentes da Câmara e do Senado, pertencem a partidos que apoiaram Flávio no segundo turno. Apesar disso, ambos mantêm diálogo com Lula e buscam a recondução aos respectivos cargos em fevereiro de 2027. Na segunda-feira (26/10), um dia depois da reeleição do petista, Motta e Alcolumbre se reuniram com Lula no Palácio da Alvorada.
Embora o Republicanos tenha apoiado Flávio, o presidente da Câmara fez campanha pela reeleição de Lula. Motta já recebeu o apoio da federação formada por PT, PCdoB e PV para continuar à frente da Câmara, anunciado na terça-feira (27/10), com a justificativa de ampliar as condições de governabilidade no novo mandato do petista. PSB e PDT também anunciaram apoio à recondução do parlamentar.
Antes disso, partidos do centro, entre eles União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos, haviam se comprometido a atuar juntos na eleição da próxima Mesa Diretora. No Senado, Alcolumbre também busca a reeleição em meio ao fortalecimento do PL.
Flávio anunciou nessa sexta-feira (30/10) que apoiará o coordenador de sua campanha e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), para a presidência da Casa Alta. O partido de Flávio terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 29 dos 81 senadores.



