Na terça-feira, 22 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a O peração Mendazes, cumprindo 12 mandados judiciais de busca e apreensão no contexto das Eleições Municipais de 2024, visando investigar um esquema de falsificação de comprovantes de residência e transferência fraudulenta de domicílio eleitoral para município da Mata Sul de Pernambuco, conforme notícia encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral da referida unidade da federação.
Contexto Institucional e Procedimentos Apurativos
A investigação teve origem em documentação submetida à Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco, que identificou indícios de prática delitiva envolvendo a captação irregular de eleitores de demais municípios para o efetivo deslocamento de seus títulos eleitorais sem justificativa legal, além da suspeita de coordenação técnica para manipulação do Cadastro Eleitoral Nacional e inserção fraudulenta de dados no sistema eleitoral.
Antecedentes revelam que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco já havia acolhido representações sobre irregularidades no processo eleitoral, culminando na expedição das ordens judiciais que embasaram a O peração Mendazes, coordenada pela PF e efetivada com apoio técnico da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público Eleitoral.
O esquema investigado envolvia a captação coordenada de eleitores para transferir domicílios eleitorais sem vínculo comprovado ao novo local, configurando crime contra a legitimidade do processo democrático.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
Autoridades da Polícia Federal e do TSE reforçaram que a falsificação do domicílio eleitoral viola princípios fundamentais da representação popular, configurando crime previsto no Código Eleitoral com pena máxima de oito anos de reclusão e cassação dos direitos políticos.
Especialistas apontam que a O peração Mendazes pode desencadear novas investigações em outros municípios pernambucanos e intensificar auditorias técnicas no TSE, com foco na segurança digital dos sistemas eleitorais.



