Durante a semana de 5 a 6 de setembro, declarações do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do deputado federal Flávio Bolsonaro, ambos candidatos a cargos executivos no pleito de 2026, geraram instabilidade na estratégia de campanha do partido para apresentar o primeiro como um bolsonarista moderado, com risco imediato de retrocesso nas pesquisas eleitorais e na unidade da base aliada.
Estratégia de Imagem e Contradições Internas na Campanha do PL
A apuração realizada por órgãos internos da campanha e por veículos especializados constatou que Valdemar Costa Neto, em pronunciamento na segunda-feira (5), afirmou que Jair Bolsonaro poderia ser candidato em 2030, o que contraria a orientação estratégica de manter o foco no pleito de 2026 e reforçar a imagem de ruptura com o passado bolsonarista radical.
Antecedentes indicam que o Partido Liberal tem articulado uma agenda centrada na reforma do Judiciário e na redução da maioridade penal como pilares da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, buscando equilibrar sua base com eleitores moderados e evitar associações com políticas extremas ou conflituosas com o Judiciário.
Flávio Bolsonaro declarou, em discurso oficial, que seu pai não será candidato em 2030, corrigindo visão prévia que ameaçava a unidade da base eleitoral e permitia ao PT explorar temores autoritários.
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Repercussão Institucional e Revisão de Estratégia Eleitoral.
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Fontes próximas à campanha consideraram as declarações de Valdemar Costa Neto um erro tático, já que não foram alinhadas ao plano de comunicação oficial do partido, colocando em xeque a promessa de Flávio Bolsonaro de apoiar uma PEC para limitar a reeleição presidencial., A fala reforçou percepções de perpetuação familiar no poder, contrariando esforços para transmitir renovação política e afastar-se dos excessos do governo anterior, como o confronto institucional com o STF e a resistência às vacinas., Flávio Bolsonaro rapidamente ajustou seu posicionamento ao esclarecer que as mudanças constitucionais previstas seriam específicas à reforma da maioridade penal e à estruturação do Judiciário, tentando conter os danos à imagem de moderado., Integrantes da campanha alertam que novos desvios podem reabrir espaço para a estratégia de medo adotada pelo PT em 2022, quando associaram Jair Bolsonaro a ameaças à democracia e direitos sociais., O risco maior reside no fato de que qualquer novo equívoco pode reviver o discurso de perigo autoritário que já foi decisivo na derrota do pai nas urnas de 2022.
Qualquer novo equívoco até o segundo turno pode reactivar o discurso do medo eleitoral já utilizado com sucesso pelo PT em 2022.



