Na noite de domingo (11), por volta das 21h30, na rodovia Fernando Guilhon, no bairro Santarenzinho, zona oeste de Santarém, um homicídio se consumou após discussão que envolveu Luiz Kleber Macambira Mota, 44 anos, e Alana Késsia Figueira Santos, 34 anos; a vítima foi baleada no peito com espingarda de pressão e veio a falecer no local, enquanto a suspeita foi apreendida em flagrante e submetida à prisão preventiva pela Justiça local no dia seguinte.
Contexto Jurídico e Factual do Fato Investigado
A prisão preventiva de Alana Késsia Figueira Santos foi decretada pelo juiz Manuel Carlos de Jesus Maria em audiência de custódia realizada na manhã de segunda-feira (12), um dia após o homicídio ocorrido na rodovia Fernando Guilhon, onde o agente Luiz Kleber Macambira Mota foi atingido mortalmente por disparo de espingarda de pressão, conforme laudo pericial preliminar e registro policial oficializado pela Polícia Civil de Santarém.
O caso, que mobilizou imediatamente as forças de segurança e o Ministério Público Estadual do Pará, contabiliza indícios robustos de materialidade e autoria, com a suspeita tendo confessado o disparo durante depoimento policial subsequente ao qual admitiu ter agido por temor diante da suposta presença de indivíduos armados e possível invasão ao domicílio vizinho.
As circunstâncias apuradas revelam que o crime aconteceu após uma discussão em que a vítima e outras pessoas estavam na calçada da residência quando a suspeita teria solicitado o distanciamento do local, fato que desencadeou conflitos verbais e culminou no uso letal da arma por parte da investigada.
Luiz Kleber Macambira Mota morreu após ser baleado no peito com espingarda de pressão na noite de domingo na rodovia Fernando Guilhon.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
O juiz Manuel Carlos de Jesus Maria justificou a prisão preventiva com base na necessidade de garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal, considerando os indícios consistentes da autoria e da materialidade do delito, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal brasileiro.
A Delegacia Territorial de Santarém, sob comando do delegado Kléber Pascoal, avança nas investigações para esclarecer os elementos que motivaram o confronto, incluindo a dinâmica do grupo presente no local e a origem da arma Nitro, enquanto o Ministério Público analisa a possibilidade de tipificação qualificada como homicídio qualificado.
A defesa da acusada ainda não apresentou contestação formal ao mérito da prisão preventiva, mas manifestação institucional está prevista nos próximos dias para eventual impugnação nos autos.
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