O Metrô-DF mantém as negociações com os metroviários e considera prematura a deflagração da greve, prevista para o dia 1º de setembro, por tempo indeterminado, apesar da paralisação ter sido formalmente aprovada pelo Sindmetrô-DF em 26 de agosto.
Contexto Institucional e Histórico da Negociação
A Comissão Metropolitana do Distrito Federal (Metrô-DF) confirma que, desde o início da mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), tem adotado medidas concretas para viabilizar as demandas dos trabalhadores, incluindo a instalação de uma Reclamação Pré-Processual (RPP) com o objetivo de estruturar o diálogo entre as partes envolvidas. A entidade ressalta que diversos pontos da pauta já obtiveram encaminhamento favorável ao Governo do Distrito Federal (GDF), embora o processo de conciliação ainda esteja em andamento, sem previsão de conclusão imediata.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) formalizou a decisão de paralisar as atividades a partir do dia 1º de setembro, após meses de negociação sem avanços significativos, conforme relatado por seus representantes em comunicado oficial na quarta-feira (26/8). A categoria reivindica a realização de novo concurso público para suprir lacunas no quadro funcional, demanda central que permanece no centro das tratativas.
A paralisação prevista para 1º/9 pode afetar a mobilidade urbana e o deslocamento diário de milhares de usuários do Distrito Federal.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Metrô-DF destacou que a autorização para o novo concurso público encontra-se em tramitação na Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (SEEC), órgão responsável pela coordenação das etapas legais, fiscais e orçamentárias necessárias, com apoio técnico da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP), que já emitiu parecer favorável à iniciativa. A instituição reforça que a decisão depende da atuação conjunta dos órgãos envolvidos, garantindo transparência e regularidade ao processo.
As declarações do Metrô-DF reforçam o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, mas alertam para os riscos imediatos que uma paralisação provocaria à mobilidade urbana e ao acesso essencial ao transporte público para a população do Distrito Federal, especialmente em um cenário de dependência crescente do modal.



