O dólar registrou forte queda nesta segunda-feira (5), recuando 4,26% em relação ao real e fechando a cotação abaixo dos R$ 5, impulsionado pela reação do mercado às projeções de vitória da direita nas eleições presidenciais, com o PL consolidando-se como força hegemônica no Congresso Nacional e Flávio Bolsonaro superando o presidente Lula no primeiro turno.
Contexto Econômico e Eleitoral que Motivou a Valorização da Moeda
A valorização abrupta da moeda norte-americana reflete a expectativa de que as políticas econômicas previstas no programa de governo do PL e seus aliados priorizem a estabilidade fiscal e a redução do gasto público, contrastando com as expectativas anteriores de maior intervenção estatal associadas à gestão anterior.
A apuração das urnas indicou que o candidato à presidência pelos republicanos, Jair Bolsonaro, manteve vantagem sobre o ex-presidente Lula em termos de votação popular, embora Lula tenha garantido vitória na disputa direta, sinalizando polarização acirrada e instabilidade nas projeções de governabilidade.
O dólar caiu 4,26% e foi negociado pela primeira vez abaixo dos R$ 5, marcando maior queda diária desde março de 2020.
Repercussão Institucional e Desafios na Transição de Poder
O Banco Central monitora com atenção a volatilidade cambial e reiterou seu compromisso com a política monetária independente, enquanto o Ministério da Economia sinalizou que eventuais ajustes fiscais dependerão da composição do novo Congresso.
Especialistas apontam que a pressão sobre as contas públicas e a necessidade de conter a inflação podem limitar o espaço para expansão de gastos sociais, gerando tensão entre demandas populares e rigor fiscal.



