Na manhã de quinta-feira (1º), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram a O peração Escola de Papel, com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em residências localizadas nos municípios de Rio de Janeiro, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Niterói, visando investigar um esquema suspeito de desvio de recursos públicos destinados a reformas de escolas estaduais, envolvendo contratações irregulares e movimentação financeira atípica.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação coordenada pela Polícia Civil e pelo MPRJ apurou que os recursos eram repassados pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) às Associações de Apoio às Escolas, entidades que administram verbas destinadas à manutenção das unidades, e que, posteriormente, chegavam às empresas contratadas para a execução das obras. O s suspeitos teriam explorado um procedimento simplificado destinado a pequenos reparos para fraudar licitações e firmar contratos com valores superiores aos custos reais dos serviços, com indícios de ajuste prévio entre empresas concorrentes.
Conforme os registros da Coordenadoria de Atividades Financeiras (Coaf) e da Justiça Federal, o montante de recursos desviados alcançou R$ 19,8 milhões apenas em 2025, com transferências bancárias e saques em espécie que somam valor equivalente a quase R$ 20 milhões, evidenciando uma estrutura sistemática de corrupção envolvendo agentes públicos e privados.
O esquema desvia cerca de R$ 19 milhões em verbas destinadas à reforma das escolas estaduais do Rio de Janeiro, com apreensão de R$ 500 mil em espécie e bloqueio judicial de bens no valor de R$ 19 milhões.
Repercussão Jurídica e Consequências da O peração
A Justiça Federal determinou o bloqueio preventivo dos bens dos investigados em quantia aproximada de R$ 19 milhões, medida cautelar que visa garantir a efetividade da apuração e impedir a dissipação patrimonial dos acusados, entre eles a ex-secretária da Seeduc Roberta Barreto de O liveira, seu genro Yurie Lopes Fonseca O rmonde André e o ex-subsecretário David de Andrade Marinho Filho. O Ministério Público informou que as investigações seguem para identificar o destino final dos recursos e eventuais beneficiários finais do esquema.
As apurações indicam que o modelo de contratação irregular foi utilizado em um universo mais amplo de cerca de R$ 1,69 bilhão em obras administradas por procedimentos simplificados, sendo necessário apurar se houve prejuízo em demais casos além dos identificados na operação.



