O Ministério Público do Paraguai instaurou investigação formal contra o presidente Santiago Peña em razão da crise envolvendo o banco Ueno, conforme divulgado nesta quinta-feira (5/11), data em que Peña apresentou renúncia ao cargo. A apuração foi motivada por denúncia de parlamentares da oposição e busca esclarecer possíveis crimes como enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção, fraude administrativa e tráfico de influência. Peña, eleito em 2023, foi acionista de empresa ligada ao Ueno até março de 2025 e, segundo o texto, mantinha relação com a instituição financeira durante seu governo.
O banco Ueno foi dissolvido na terça-feira (3/11) após o Banco Central do Paraguai considerar a instituição digital insolvente, sem fundos para honrar compromissos. Durante a gestão de Peña, o Ueno recebeu depósitos de órgãos públicos na casa dos US$ 850 milhões, aproximadamente R$ 4,2 bilhões. Parlamentares da oposição solicitaram impeachment contra o presidente de 47 anos, que perdeu apoio até mesmo de seu partido. A Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment, agora em discussão pelo Senado, enquanto a renúncia de Peña depende de análise do Congresso.



