A influenciadora Maya Massafera foi internada na manhã do dia 15 de abril para realizar exames de imagem cardíaca após identificação de risco de acidente vascular cerebral (AVC), decorrente da combinação entre hormônios femininos em uso e o bloqueador masculino prescrito, conforme confirmado por relatório médico da instituição hospitalar.
Análise Médica e Contextualização do Risco Cardiovascular
A apuração realizada pela reportagem junto à equipe médica da Clínica São Lucas, onde a influencer permanece em observação, constatou que o exame de sangue revelou elevação de colesterol no fluxo venoso, condição diretamente vinculada ao uso concomitante de estrógenos e antiandrogênicos, fatores que aumentam a susceptibilidade a trombose e disfunção endotelial, segundo o cardiologista Dr. Rafael Almeida, responsável pelo acompanhamento clínico.
O caso reforça a necessidade de monitoramento rigoroso em pacientes trans que utilizam terapia hormonal cruzada, uma vez que a interação farmacológica entre os componentes pode gerar complicações potencialmente fatais, como AVC hemorrágico ou isquêmico, em especial em indivíduos com histórico de hipertensão ou obesidade, conforme evidenciado em estudo publicado na revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia.
O exame detectou risco elevado de AVC devido ao colesterol nas veias, resultado da combinação entre hormônios femininos e bloqueador masculino.
Repercussão Institucional e O rientações Médicas
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo emitiu orientação técnica ressaltando a importância de avaliação multidisciplinar para usuários de terapia hormonal, com ênfase na periodicidade dos exames laboratoriais e na necessidade de acompanhamento por endocrinologistas especializados em saúde trans, evitando automedicação ou uso irregular de substâncias.
Especialistas apontam que o novo procedimento cirúrgico anunciado pela influencer, previsto para os próximos meses, deverá incluir angiografia coronariana e possível intervenção com stent ou angioplastia, medidas preventivas essenciais para mitigar o risco residual de eventos cardiovasculares graves.



