O Brasil criou 121.305 vagas de emprego formal em setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4/11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado representa o pior desempenho para o mês de setembro desde o início da série histórica, em 2020, e indica uma redução de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram gerados 214,6 mil postos formais. No comparativo com agosto deste ano (+161.062 empregos), a queda foi de 24,68%.
O saldo mensal resultou de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Quatro dos cinco agrupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos, sendo a agropecuária o único setor com perda de vagas, totalizando 4.381 postos a menos. O crescimento ocorreu em 26 unidades da federação, com destaque em números absolutos para São Paulo, Pernambuco e Alagoas.
Quanto ao perfil dos trabalhadores, as mulheres tiveram um saldo mais favorável, com a criação de 62,9 mil vagas contra 59,1 mil para os homens. Do total de postos criados, 78,1% foram considerados típicos e 21,9% não típicos — classificação que se refere a aprendizes, intermitentes, temporários e trabalhadores com carga horária de até 30 horas.


