Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, o laudo pericial do Instituto Médico-Legal confirmou que Larissa da Cruz Morata, de 23 anos, morreu após sofrer um único disparo de arma de fogo na cabeça, com trajetória descrita como de trás para frente e da esquerda para a direita, enquanto o policial militar Vinicius Costa Silva, seu companheiro, permanece sob prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes após ter sido detido durante o velório da vítima.
Contexto Pericial e Desdobramentos da Apuração
O exame minucioso do laudo necroscópico revelou a presença de 16 equimoses múltiplas, distribuídas nas mãos, pés, joelhos e perna esquerda da vítima, sem que o documento estabelecesse a origem ou a circunstância das lesões — os quais incluem uma ferida de 4 cm por 2 cm na mão esquerda e lesões nos pés com diâmetros entre 2,4 cm e 3 cm, além de cinco lesões no joelho direito (0,5 cm a 1,5 cm) e duas no esquerdo (1 cm a 1 cm), além de cinco na perna esquerda (1 cm a 1,5 cm), todos documentados sem atribuição conclusiva a agressão ou acidente.
A investigação oficial, coordenada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, cruzou esses dados com o relato do policial — que afirmou ter ouvido um disparo após dormir e encontrado a esposa caída no banheiro —, e com os elementos materiais encontrados cedo ao lado do corpo: arma, coldre, carregador, munições e estojo deflagrado — todos coletados em local que ainda não permitiu confirmar a dinâmica do crime nem a responsabilidade pelo disparo.
A perícia identificou 16 equimoses múltiplas em regiões estratégicas do corpo da vítima.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A Justiça decretou a prisão preventiva de Vinicius Costa Silva com base em indícios de envolvimento direto no homicídio, mantendo-o sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes, enquanto o Conselho Tutelar local acompanha o caso em razão da presença do filho de dois anos da vítima na residência no momento dos fatos.
As autoridades federais e estaduais mantêm postura técnica em silêncio sobre os detalhes operacionais da investigação, mas garantem que eventuais irregularidades serão apuradas com rigor, sob pena de responsabilização administrativa ou criminal prevista em normas de segurança pública e direito penal.



