Na manhã de 28 de junho de 2024, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram a O peração Merx, uma ação coordenada que resultou na prisão preventiva de sete envolvidos, incluindo o advogado Sidiclei da Costa Almeida, apontado como intermediário no pagamento de propinas a policiais civis da Grande São Paulo durante o esquema de extorsão contra contrabandistas.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
As investigações, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado), indicam que Sidiclei da Costa Almeida negociou valores equivalentes a 70% do preço das mercadorias contrabandeadas, totalizando cerca de R$ 2,35 milhões, em troca da liberação irregular de cargas de eletrônicos apreendidos; o advogado teria ainda recebido honorários de R$ 35 mil por suposto 'acerto' com agentes, conforme constatado no inquérito aberto pela Corregedoria.
Antecedentes revelam que as propinas eram viabilizadas por meio da entrega física de caixa com dinheiro em espécie — fotografada pelo próprio Sidiclei com a expressão 'caixinha da alegria' — e pela utilização de chaves PIX vinculadas a empresas e terceiros, configurando esquema de lavagem de capitais e uso de laranjas para dificultar o rastreamento financeiro.
A O peração Merx identificou propina equivalente a 70% do valor das mercadorias contrabandeadas, totalizando R$ 2,35 milhões em pagamentos ilícitos.



