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Polícia

Advogado Sidiclei intermediava propina para liberar cargas contrabandeadas

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 21:23
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Advogado Sidiclei intermediava propina para liberar cargas contrabandeadas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O advogado Sidiclei da Costa Almeida é apontado como intermediário no pagamento de propinas a policiais civis da Grande São Paulo durante a Operação Merx, deflagrada em 28 de junho de 2024 pelo MPSP e pela Corregedoria da Polícia Civil
  • Investigações indicam que Sidiclei negociou valores equivalentes a 70% do valor das mercadorias contrabandeadas, totalizando cerca de R$ 2,35 milhões, e recebeu R$ 35 mil em honorários por suposto 'acerto' com agentes
  • A Justiça decretou prisão preventiva de sete pessoas — quatro policiais civis, o advogado e dois intermediários —, com seis já presos, e determinou bloqueio de bens de até R$ 4 milhões para impedir o uso dos recursos ilícitos
Resumo Editorial

O peração Merx revelou que advogado Sidiclei da Costa Almeida intermediou propina de 70% do valor das mercadorias contrabandeadas, totalizando R$ 2,35 milhões para liberar cargas eletrônicas.

Na manhã de 28 de junho de 2024, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram a O peração Merx, uma ação coordenada que resultou na prisão preventiva de sete envolvidos, incluindo o advogado Sidiclei da Costa Almeida, apontado como intermediário no pagamento de propinas a policiais civis da Grande São Paulo durante o esquema de extorsão contra contrabandistas.

Contexto Institucional e Evidências Apuradas

As investigações, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado), indicam que Sidiclei da Costa Almeida negociou valores equivalentes a 70% do preço das mercadorias contrabandeadas, totalizando cerca de R$ 2,35 milhões, em troca da liberação irregular de cargas de eletrônicos apreendidos; o advogado teria ainda recebido honorários de R$ 35 mil por suposto 'acerto' com agentes, conforme constatado no inquérito aberto pela Corregedoria.

Antecedentes revelam que as propinas eram viabilizadas por meio da entrega física de caixa com dinheiro em espécie — fotografada pelo próprio Sidiclei com a expressão 'caixinha da alegria' — e pela utilização de chaves PIX vinculadas a empresas e terceiros, configurando esquema de lavagem de capitais e uso de laranjas para dificultar o rastreamento financeiro.

Ponto de Destaque

A O peração Merx identificou propina equivalente a 70% do valor das mercadorias contrabandeadas, totalizando R$ 2,35 milhões em pagamentos ilícitos.

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