Em Belo Horizonte, o candidato a deputado federal Ramsés de Castro (PT-MG) comunicou à legenda que, até o final desta semana, formalizará sua desistência da disputa eleitoral caso os recursos destinados ao fundo eleitoral não sejam revistos, tornando-se um dos 25 postulantes em Minas Gerais que alegam não ter recebido verbas para viabilizar suas campanhas, exigindo a instituição de um piso de R$ 80 mil no fundo partidário como condição mínima para a participação competitiva.
Contexto Institucional e Desafios na Distribuição de Recursos
A apuração revelou que a desigualdade na distribuição de recursos do fundo partidário afeta diretamente a viabilidade das campanhas de candidatos do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais, com relatos de alguns postulantes que sequer dispõem de valores mínimos para custear deslocamento, material de campanha ou equipe logística básica, enquanto outros recebem montantes superiores a R$ 2 milhões, configurando um cenário de assimmetria estrutural na competitividade eleitoral.
Antecedentes indicam que a direção nacional do PT tem priorizado estratégias de concentração de recursos em pré-candidatos com maior visibility midiática ou influência política interna, agravando a percepção de favoritismo por parte da bancada parlamentar e da tesouraria nacional, apesar da retórica oficial de compromisso com a equidade e a justiça social.
O piso proposto de R$ 80 mil por candidato visaria garantir condições mínimas de campanha para todos os postulantes, impedindo que alguns sequer tenham estrutura mínima para disputar as eleições com dignidade.
Section2Subtitle.
Repercussão Jurídica e Reorganização Interna do Partido.
Section2Paragraphs.
O pedido formaliza uma pressão institucional sobre a direção nacional do PT e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), demandando revisão da legislação eleitoral para impedir a desigualdade na distribuição de recursos entre candidatos do mesmo partido, com possibilidade de ação judicial se não houver adequação até o prazo estipulado., Vinícius Venades (PT), candidato a deputado estadual em Minas Gerais, afirmou que o grupo busca soluções coletivas sem prejuízo à legenda, destacando que 'se uma candidatura jovem, PCD, militante e construída na base recebe zero reais, isso precisa ser dito com responsabilidade', enquanto internas discutem até desistência em massa que poderia comprometer o cumprimento das cotas raciais nas chapas proporcionais.
A eventual desistência em massa de candidaturas pode inviabilizar o cumprimento do mínimo de 30% das vagas nas chapas proporcionais por sexo, colocando em risco a efetividade das cotas raciais previstas na legislação eleitoral vigente.



