Ferida após ser atacada durante uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite desse sábado (24/10), a vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, defendeu a investigação dos fatos e a identificação dos responsáveis. “Nenhuma divergência justifica a violência”, afirmou. De acordo com a assessoria da parlamentar, o carro de som em que ela estava foi atingido por pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros objetos.
Iara sofreu ferimentos no rosto, desmaiou e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada a um hospital, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação para a realização de exames.
O episódio ocorreu na Avenida Sanitária, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram homens arremessando objetos contra o veículo e os participantes do ato. Nas imagens, algumas pessoas aparecem vestindo camisetas associadas a manifestações de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
Segundo o vereador Daniel Dias (PCdoB), que também participava da carreata, o ataque começou depois de uma tentativa de negociar a passagem do caminhão de som por um trecho da avenida ocupado por apoiadores de Flávio Bolsonaro. Ele afirmou que os participantes buscaram resolver a situação por meio do diálogo, mas acabaram agredidos.
O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que também estava no ato, condenou os episódios e cobrou uma apuração rigorosa, além da responsabilização dos envolvidos.
Em nota, a assessoria de Iara Pimentel classificou o episódio como uma ameaça à democracia e afirmou que divergências políticas não justificam agressões. O comunicado também manifestou solidariedade às demais pessoas que teriam sido feridas durante o ataque.
A vereadora reforçou a necessidade de garantir o direito à participação política sem ameaças ou agressões.
Até a publicação das primeiras notícias sobre o caso, a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais não havia se manifestado sobre o episódio.
O ataque ocorreu em meio à intensificação das mobilizações políticas em diferentes cidades brasileiras na véspera do segundo turno. O caso reacende a preocupação com episódios de violência durante atos eleitorais e com a segurança de candidatos, representantes públicos e eleitores.



