O menino José Arthur Sousa Barros, desaparecido há mais de cinco meses em Eldorado do Carajás, no sul do Pará, não consta entre as 163 crianças resgatadas na operação 'Statewide Shield', desenvolvida pela polícia americana entre 17 e 21 de agosto, conforme confirmado à família pela Polícia Federal e oficialmente comunicado pelo advogado Elisson de Sousa Araújo nesta terça-feira (8).
Investigações Técnicas e Desdobramentos da Apuração
A Polícia Federal confirmou à família que, após minuciosa checagem de dados biométricos, documentos e relatos de identificação, nenhum dos menores localizados durante a operação nos Estados Unidos corresponde ao perfil de José Arthur Sousa Barros, cujas características físicas e circunstanciais permanecem incongruentes com as vítimas identificadas.
Conforme o advogado da família, que acionou a PF para comparar os dados da criança desaparecida com o banco de informações das vítimas resgatadas na operação 'Statewide Shield', realizada na Flórida, a ausência de correspondência reforça a suspeita de que o menino não tenha sido vítima de tráfico infantil ou sequestro com destino à adoção ilegal, mas talvez tenha sido vitimizado por outro tipo de abandono ou desaparecimento não relacionado ao circuito criminoso investigado.
José Arthur Sousa Barros continua sem ser localizado entre as 163 crianças resgatadas em operação coordenada pela polícia estadunidense
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Polícia Federal destacou que continuará colaborando com autoridades brasileiras por meio de canais oficiais, mantendo o caso aberto e sob investigação, especialmente diante da ausência de pistas concretas sobre o paradeiro do menor nos últimos cinco meses.
Especialistas em direitos humanos e proteção à infância apontam que a demora na identificação pode indicar falhas nos protocolos de comunicação entre os órgãos envolvidos, exigindo maior integração entre a Interpol, a PF e os sistemas nacionais de rastreamento de menores em risco.


