Em agosto de 2025, a Amazon apresentou defesa formal aos autos da ação movida por Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão, que pleiteia a retirada da série Tremembé da plataforma da Prime Video e indenização por danos morais no valor de R$ 3 milhões.
Contexto Jurídico e Histórico da Ação Judicial
A investigação jornalística, com base em documentos oficiais e depoimentos obtidos entre setembro e outubro de 2025, apurou que a série, produzida pela Amazon Studios & Produções em parceria com a Medialand Produção e Comunicação, retrata o envolvimento de Sandrão no sequestro que culminou na morte do adolescente Tallison Vinicius da Silva Castro, ocorrido em 2003, fato este já julgado na esfera criminal.
O s registros periciais e sentenças judiciais de 2007 e 2011, que confirmaram a condenação de Sandrão por extorsão mediante sequestro, serviram de base factual para a narrativa apresentada na obra, o que a empresa sustenta como fiel reprodução dos fatos.
A Amazon nega qualquer responsabilidade civil, afirmando que a série reflete integralmente as decisões judiciais que já determinaram a condenação de Sandrão por sequestro fatal.
Repercussão Jurídica e Estratégia de Defesa da Amazon
A defesa apresentada pela Amazon, datada de agosto de 2025, argumenta que o processo é uma tentativa abusiva de censura e destaca que a liberdade artística prevalece sobre pretensões subjetivas de indenização, citando precedentes que reconhecem o interesse público na divulgação de fatos criminosos já apreciados pelo Poder Judiciário.
Com base em declarações do Ministério Público Federal e do juiz responsável pela ação, a empresa reforça que Sandrão já havia sido amplamente exposta pela imprensa antes da estreia da série, tendo concedido entrevistas a veículos como o Programa do Gugu (2015) e o Domingo Espetacular (2025), o que, segundo a ré, inviabiliza o pedido de retirada imediata do conteúdo.


