A Associação Nacional Rifle (ANR) recebeu R$ 1 milhão em 2025 por meio de termo de fomento do Ministério do Esporte para incentivar o tiro ao prato em Saltinho (SP), com mais da metade da verba, segundo o deputado federal Mario Frias (PL-SP), sendo utilizada para contratações irregulares de empresas vinculadas ao próprio presidente da entidade.
Irregularidades na Execução e Configuração de Improbidade Administrativa
A apuração jornalística, baseada em documentos fiscais obtidos pela coluna e no registro da Receita Federal, revelou que a ANR destinou quase 90% dos recursos — R$ 920 mil — à contratação de duas empresas, Thzt Security LTDA (R$ 527 mil) e Clube de Tiro Desportivo Red Neck LTDA (R$ 392 mil), ambas com Rafael Buscariol Zampaulo como sócio-administrador, violando expressamente o termo de fomento assinado pelo presidente da entidade, que proíbe a contratação de empresas do mesmo grupo econômico ou com participação societária cruzada.
O s fatos apontam para uma configuração clara de improbidade administrativa, na medida em que o princípio da impessoalidade, consagrado na Constituição Federal, foi descaracterizado pela concentração de recursos públicos em empresas controladas diretamente por dirigentes da entidade beneficiada pelo fomento.
A ANR destinou R$ 920 mil — quase 90% da verba recebida — à contratação de empresas com o próprio presidente como sócio-administrador.
Repercussão O ficial e Desafios para a Fiscalização O rçamentária
O Ministério do Esporte, ao tomar conhecimento das irregularidades pela imprensa, afirmou que a falsidade na prestação de contas acarretará responsabilização civil e criminal, reforçando a necessidade de auditoria rigorosa e controle efetivo dos recursos públicos.
O deputado Luiz Philippe de O rleans e Bragança (PL-SP) destacou que a execução orçamentária é de responsabilidade da entidade executora, mas reiterou que exigirá esclarecimentos do Ministério do Esporte sobre a fiscalização e, caso comprovada irregularidade, apoiará apurações e responsabilizações.
Diante da ausência de resposta do presidente da ANR e do deputado Mario Frias, o caso permanece sob investigação, com possibilidade de sanções administrativas e anulação dos contratos se comprovada violação ao termo de fomento.



