Em setembro de 2026, o Brasil consolida-se como principal motor global da agroexportação, com exportações do agronegócio alcançando US$ 133,6 bilhões entre janeiro e setembro, impulsionadas por colheita recorde e ganhos de produtividade, colocando o país à beira de superar os Estados Unidos no ranking mundial.
Contexto Estratégico e Evolução Histórica da Agroexportação Brasileira
A afirmação do vice-presidente Geraldo Alckmin, feita no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária, encontra respaldo nos números oficiais do MAPA, que registram exportações do agronegócio de US$ 169,2 bilhões em 2025, representando 48,5% do total das exportações brasileiras.
O crescimento acelerado em 2026, com US$ 133,6 bilhões em nove meses – alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025 – reforça a tendência de consolidação da liderança global, sustentada pela safra recorde de 361,7 milhões de toneladas de grãos e pela soja que atingiu 180,4 milhões de toneladas.
O Brasil está a menos de US$ 2 bilhões de superar os Estados Unidos como maior exportador mundial de alimentos em 2026.
Repercussão Estratégica e Desafios de Sustentabilidade
As projeções do USDA indicam que as exportações americanas recuarão para US$ 179,5 bilhões em 2026, enquanto o Brasil pode encerrar o ano em torno de US$ 178 bilhões, configurando um empate técnico cuja definição depende da metodologia adotada.
A dependência da China – responsável por 35% das exportações brasileiras – e a concentração setorial nas sojas e carnes revelam vulnerabilidades que podem comprometer a estabilidade do novo patamar global.



