A senadora Eliziane Gama (PT-MA) enviou ofícios a várias autoridades do governo com pedidos de reforço na segurança de Brasília e nas sedes dos três poderes para os próximos meses.
Eliziane foi relatora da CPMI do 8 de janeiro e vê eventos ocorridos nos últimos dias como muito parecidos com aqueles registrados entre outubro de 2022 e janeiro de 2023.
Os pedidos foram enviados ao Ministério da Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Ministério da Defesa, Governo do Distrito Federal e aos presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
"Não estou dizendo que um novo 8 de janeiro vai acontecer. Mas nós já vimos o que pode ocorrer quando sinais de alerta são ignorados", diz Eliziane.
Na noite da eleição, o senador Flávio Bolsonaro disse que era impossível reconhecer o resultado e anunciou que pediria a anulação do pleito. No dia seguinte, no entanto, o próprio PL reconheceu a vitória do presidente Lula. Flávio disse que vai organizar a oposição, mas continuou questionando as condições da disputa e anunciou que pedirá a cassação da chapa vencedora.
Há outro paralelo que a senadora defende que precisa ser investigado: em 2022, operações da Polícia Rodoviária Federal dificultaram o deslocamento de eleitores, principalmente no Nordeste. A Procuradoria-Geral da República apontou essas operações na denúncia sobre a trama golpista.
Neste ano, eleitores de várias cidades enfrentaram falta de ônibus para chegar aos locais de votação. A Polícia Federal investiga o que aconteceu e se houve ação deliberada para dificultar o voto.
"Hoje, ainda não vemos uma mobilização comparável àquela de 2022. Mas é justamente por conhecermos essa história que precisamos acompanhar com atenção possíveis ameaças, convocações violentas e ataques às instituições", afirma Eliziane.



