O Festival Afro Maré, idealizado pelo rapper e produtor cultural Daniel ADR, realiza sua primeira edição no Caramanchão do Chapéu Virado no dia 6 de setembro, com início programado às 12h, oferecendo ao público uma programação gratuita que integra manifestações afro-amazônicas tradicionais como o carimbó de raiz, o tecnobrega e o hip-hop à contemporaneidade das expressões urbanas.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A iniciativa parte da convergência entre a trajetória artística de Daniel ADR, reconhecido por sua atuação no cenário do hip-hop de Belém e sua vivência no Tambor de Mina em Mosqueiro, onde mantém um terreiro familiar em ambiente de rica conexão com a natureza e os rios da região.
O projeto foi concebido com a finalidade de ampliar a compreensão da cultura negra, indo além das manifestações ligadas exclusivamente a tradições religiosas de matriz africana, incorporando linguagens contemporâneas como o rap, o break dance e o tecnobrega em um mesmo espaço de circulação comunitária.
O Festival Afro Maré representa a primeira iniciativa gratuita a integrar do carimbó tradicional ao tecnobrega em um mesmo espaço cultural.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O evento conta com apoio técnico da Secretaria de Cultura do Estado do Pará e conta com a participação confirmada de O dé Lomi e do grupo Afro Axé Dudu, que reforçam o compromisso institucional com a valorização das expressões afro-amazônicas.
A organização destaca que a descentralização proposta pelo festival visa fortalecer identidades periféricas e urbanas, com projeção para novas edições que possam se consolidar como referência na agenda cultural do Norte do Brasil.



