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Polícia

Médica ordena retenção de pacientes para impedir voto em eleições

PorCarlos CaroneVerificadoOrtografia IAPublicado Há 50 min
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Médica ordena retenção de pacientes para impedir voto em eleições
Fatos Rápidos da Notícia
  • Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por orientar funcionários a não concederem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições
  • A orientação ocorreu na sexta-feira (2/10) às 16h58, via grupo de WhatsApp, instruindo que as altas não fossem concedidas por alegação de preferência partidária, especificamente contra simpatizantes do Partido dos Trabalhadores
  • O advogado Alan Henrique Silva Marques protocolou a denúncia formal ao MPF na sexta-feira, com base nas conversas repassadas por um interno da unidade médica
Resumo Editorial

A médica impediu altas hospitalares para evitar voto em eleições, configurando abuso de poder funcional e violação ética.

Na tarde da sexta-feira (2/10), às 16h58, a médica ginecologista e obstetra Célia Câmara, vinculada ao Hospital e Maternidade Municipal de Goiânia, enviou orientação via grupo de WhatsApp ao corpo de saúde da enfermaria para impedir a concessão de altas hospitalares no fim de semana das eleições, sob alegação de que pacientes internados demonstrariam preferência partidária pelo Partido dos Trabalhadores, fato que culminou na formal denúncia ao Ministério Público Federal por conduta incompatível com o princípio da imparcialidade profissional.

Apuração e Contexto da Denúncia

A investigação do caso foi iniciada após o advogado Alan Henrique Silva Marques, representante legal da denúncia, obter acesso às mensagens trocadas no aplicativo de comunicação instantânea por intermédio de um interno subordinado à médica, cujo conteúdo revelou instruções explícitas para bloquear altas durante o período eleitoral em razão da suposta filiação política das pacientes.

Conforme registrado nas conversas, a profissional orientou que as altas não fossem concedidas por 'preferência partidária', especificamente contra simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, e ainda incentivou a inclusão simbólica de figuras políticas em mensagens oficiais, como a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro com sinal de positivo, evidenciando a instrumentalização do ambiente médico para fins ideológicos.

Ponto de Destaque

Mais de uma dezena de profissionais reagiram com risos e bandeiras nacionais após a orientação que vinculava o direito à alta hospitalar à filiação partidária.

Repercussões Jurídicas e Institucionais

O Ministério Público Federal formalizou a denúncia com base na conduta descrita no grupo de WhatsApp, considerando que a ação configura abuso de poder funcional ao transformar o ambiente hospitalar em arena política e violar o dever ético de neutralidade do serviço público de saúde.

A Justiça Eleitoral e o Conselho Regional de Medicina já acionaram os órgãos competentes para apurar a gravidade da conduta e eventuais implicações na transparência do processo eleitoral e na moralidade da categoria médica.

Atenção / Ponto Crítico
A prática pode ensejar sanções disciplinares que incluem suspensão ou cassação do registro profissional, além de responsabilização civil e criminal cabíveis.

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