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Política

Prefeito de Penápolis acusa Elaine Cristina de fechar grupo virtual com ameaça de retorno ao cargo

PorAmanda BarradasVerificadoOrtografia IAPublicado Há 51 min
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Prefeito de Penápolis acusa Elaine Cristina de fechar grupo virtual com ameaça de retorno ao cargo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Elaine Cristina dos Santos Triveloni, agente comunitária de saúde em Penápolis, acusa o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani (PSD) e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato (Podemos) de pressioná-la a fechar o grupo “Língua Solta Penápolis” no Facebook com 12 mil membros
  • Elaine foi transferida do bairro Jardim Del Rey para o bairro Silvia Costa, a 8 km de distância, em julho de 2022, sem que o motivo tenha sido esclarecido
  • A denúncia foi protocolada na Justiça Eleitoral em 1º de outubro e pede a cassação da candidatura dos envolvidos com base na Lei Eleitoral e na Lei 9.504/97
Resumo Editorial

Prefeito e vice acusam agente de saúde de uso de grupo virtual para coagir seu silêncio, violando direitos fundamentais em plena campanha eleitoral.

Na manhã de 1º de outubro, Elaine Cristina dos Santos Triveloni, agente comunitária de saúde em Penápolis, interior de São Paulo, protocolou denúncia na Justiça Eleitoral acusando o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani (PSD) e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato (Podemos) de pressioná-la a encerrar o grupo "Língua Solta Penápolis", com 12 mil membros, por meio de intermediário Armando Soares, chefe de Cultura da prefeitura e candidato a vereador pelo Novo, como forma de silenciar críticas à gestão municipal e evitar repercussões na campanha eleitoral.

Contexto Institucional e Histórico da Ação Política

Elaine relata que, após denunciar irregularidades locais e participar ativamente das discussões no grupo virtual criado há sete anos, passou a ser alvo de pressão política por parte da administração municipal, culminando em sua transferência forçada do posto de saúde no Bairro Jardim Del Rey para o bairro Silvia Costa, a 8 km de distância, em julho de 2022, sem que fosse apresentado justificativa formal ou comunicado oficial à categoria.

A investigação documental anexa ao processo inclui conversas entre Armando Soares e Elaine, nas quais o servidor público prometeu intermediar seu retorno ao antigo posto mediante o fechamento do espaço digital, além de áudios e prints que atestam tentativa de coação para desativar um fórum comunitário que funciona como praça pública virtual sobre questões sanitárias, ambientais e políticas locais.

Ponto de Destaque

Elaine Cristina dos Santos Triveloni acusa prefeito e vice-prefeita de usar poder público para coartar liberdade de expressão ao ameaçar cassar sua candidatura com base na Lei Eleitoral e na Lei 9.504/97.

Repercussão Jurídica e Cenário Eleitoral em Penápolis

O advogado eleitoral Alexandre Rollo explicou que as acusações configuram abuso de poder político ao envolver perseguição política e uso indevido de cargo público para obter vantagem eleitoral, previsto no artigo 73 inciso V da Lei 9.504/97 e no artigo 22 da Lei Complementar 64/90, com penas que incluem multa, cassação da candidatura e inelegibilidade por até oito anos.

A coligação 'Simplicidade e Trabalho que Transformam', composta por PP, MDB, Podemos, PL e União Brasil, pede ainda a anulação do registro de candidatura dos investigados e aguarda posicionamento oficial dos envolvidos, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral deve analisar os méritos do caso nos próximos meses.

Atenção / Ponto Crítico
O Tribunal Regional Eleitoral tem até 30 dias para julgar preliminarmente o mérito da denúncia e definir se há mérito para abertura formal de processo contra os acusados.

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