Na noite de 17 de outubro, deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou a solicitação para inclusão da lobista Roberta Luchsinger no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (PROVITA), em resposta às declarações em que ela atribui risco de vida à presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à própria filha, após acusar o governo de omissão e condutas irregulares durante entrevista à emissora.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
Deputados federais Marcel van Hattem, Ubiratan Sanderson (PL) e Luciano Zucco (PL) consolidaram apoio à iniciativa de incluir Roberta Luchsinger no PROVITA, após ela afirmar em entrevista recente que sua vida e a de suas filhas estariam em risco iminente caso sofresse qualquer represália, alegando que o presidente Lula e seu filho Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) seriam cúmplices em contratos suspeitos com a empreiteira portuguesa Mota-Engil, responsável pelo túnel Santos–Guarujá.
A apuração revelou que Luchsinger declarou, com linguagem agressiva, que 'não poupará ninguém', incluindo o presidente da República, e que já havia solicitado uma delação premiada junto à Polícia Federal, comprometendo-se com a cooperação total para a investigação dos fatos.
O Planalto, por meio da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, rebateu veementemente as acusações, afirmando que Lula jamais teve qualquer interlocução com Luchsinger e que não existe nenhum contrato governamental firmado com ela, reforçando que as alegações são infundadas e carecem de qualquer respaldo institucional.
Roberta Luchsinger afirmou que não poupará ninguém, nem mesmo o presidente da República, em caso de delação premiada que pode envolver contratos bilionários com a Mota-Engil.
Repercussão O ficial e Desdobramentos Futuros
A Secom da Presidência da República reiterou que o presidente Lula desconhece inteiramente os fatos relatados por Luchsinger, destacando que jamais manteve contato com ela e que não há qualquer vínculo contratual entre o governo federal e a lobista, além de classificar a entrevista como estranha por ocorrer em proximidade ao segundo turno das Eleições 2026.
Especialistas jurídicos apontam que a inclusão no PROVITA depende de análise técnica do Ministério da Justiça e segurança pública, enquanto a Procuradoria-Geral da República deve avaliar a admissibilidade da delação premiada anunciada pela lobista, com possibilidade de trancamento de sigilo e responsabilização criminal se comprovadas acusações de corrupção ou crimes contra a administração pública.



