A população dos Estados Unidos vota nesta terça-feira nas eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms, para decidir quais partidos controlarão a Câmara dos Deputados e o Senado nos próximos anos. Além da votação presencial no dia, mais de 56 milhões de votos já haviam sido depositados antecipadamente, por correio ou presencialmente, conforme as regras de cada estado.
O resultado é considerado crucial para o governo do presidente Donald Trump, pois a composição do Congresso pode facilitar ou dificultar a aprovação de sua agenda política, além de influenciar a abertura de investigações contra o governo ou o andamento de projetos de lei. Pesquisas indicam vantagem dos democratas em relação aos republicanos, e o presidente aparece com 32% de aprovação na população segundo levantamento Reuters/Ipsos.
Não há um órgão centralizador da apuração nos Estados Unidos; cada estado é responsável pela contagem dos próprios votos, ao contrário do modelo brasileiro com o Tribunal Superior Eleitoral. Por esse motivo, não há previsão exata para a divulgação dos resultados completos, e a apuração pode demorar dias, especialmente em disputas acirradas e em estados com grande volume de votos pelo correio.
A Califórnia costuma ser um exemplo de demora na contabilização, pois valida cédulas com carimbo postal datado até o dia da eleição mesmo que cheguem posteriormente. Na última eleição de meio de mandato, em 2022, a definição da maioria no Senado levou quatro dias e a da Câmara levou oito dias; já em 2018 o controle das duas Casas foi definido por volta de 00h30 do horário de Brasília.
Pela Constituição dos Estados Unidos, os mandatos dos novos senadores e deputados começam no dia 3 de janeiro. Em 2027 essa data cairá em um domingo, portanto o 120º Congresso americano poderá iniciar em outro dia se uma lei estabelecer data diferente.



