Pesquisas indicam que os republicanos devem perder a maioria na Câmara dos Deputados e, com menor certeza, no Senado. Embora o partido do presidente historicamente perca as eleições de meio de mandato, a matéria aponta que esta seria uma derrota autoinfligida por Donald Trump.
No Senado, 35 das 100 cadeiras estão em disputa, sendo 22 ocupadas atualmente por republicanos e 13 por democratas. Apesar de o partido ter vantagem inicial por disputar em redutos próprios, estados tradicionalmente republicanos, como Kansas e Texas, aparecem em jogo, o que sugere uma perda significativa de espaço para a legenda.
A maioria atual no Senado é de 53 a 47 para os republicanos, com o voto de desempate do vice-presidente J.D. Vance. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para obter a maioria simples, suficiente para obstruir matérias e rejeitar nomeações para o governo e a Corte Suprema.
Na Câmara dos Deputados, a composição é de 218 republicanos, 214 democratas e um independente. Assim como no Senado, a oposição precisa virar quatro cadeiras para assumir a maioria, refletindo mais diretamente os humores da população devido ao sistema distrital de votação.
O descontentamento dos eleitores está ligado principalmente ao alto custo de vida, fazendo com que confiem mais nos democratas para conduzir a economia. As tarifas impostas por Trump elevaram preços de bens importados e insumos agrícolas, prejudicando agricultores do Meio-Oeste.
A retaliação da China reduziu as exportações agrícolas dos EUA em US$ 15 bilhões entre março de 2025 e fevereiro de 2026. A guerra comercial com o Canadá também afetou indústrias automobilísticas em Michigan, região integrada à província de Ontario.
O ataque ao Irã descumpriu uma promessa eleitoral de Trump e elevou os preços de diesel, gasolina e fertilizantes. Além disso, a expulsão em massa de imigrantes reduziu a mão de obra na agricultura e serviços, afastando o voto latino.
Independentes associam o governo Trump a um aumento da corrupção, citando medidas regulatórias que beneficiam criptomoedas de sua empresa e negócios privados com monarquias árabes do Golfo Pérsico impulsionados pela posição presidencial.



