A Associação do Futebol Argentino (AFA) aprovou nesta quinta-feira (29) uma mudança estrutural no campeonato nacional, unificando os dois grupos de 15 times utilizados nos últimos dois anos em uma única chave composta pelos 30 clubes da elite.
A competição será disputada em 30 rodadas, assegurando que todas as equipes se enfrentem ao menos uma vez, além de incluir um confronto extra entre cada clube e seu maior rival.
O sistema de Apertura e Clausura será preservado: após as primeiras 15 rodadas, as 16 melhores equipes avançam para um mata-mata com oitavas, quartas, semifinal e final para definir o campeão do primeiro turno.
Na segunda metade do campeonato, compreendida pelas rodadas 16 a 30, os 16 times com melhor desempenho voltam a disputar um mata-mata semelhante para decidir o vencedor do Clausura.
Além dos campeões dos dois turnos, haverá um terceiro campeão: o clube que terminar na primeira colocação na classificação geral por pontos corridos receberá o título de campeão da Liga.
O rebaixamento continua sem alterações, ocorrendo para o pior colocado ao final das 30 rodadas e para o time com a pior média de desempenho nas últimas três temporadas.
As vagas internacionais não foram modificadas: os campeões do Apertura, do Clausura e da Liga garantem lugar na Copa Libertadores, junto com o segundo e terceiro colocados gerais, sendo que o terceiro entra na fase preliminar.
Para a Copa Sul-Americana, as vagas serão destinadas aos clubes que terminarem entre o quarto e o nono lugar na classificação geral.
O River Plate foi o único clube a votar contra o novo modelo, propondo um campeonato com 20 times, quatro rebaixados e dois promovidos por ano para reduzir gradualmente o número de participantes.
Já o Estudiantes optou por não votar; representado por um membro da diretoria sem direito a voto, o clube teve seu presidente, Juan Sebastián Verón, manifestando apoio à proposta do River nas redes sociais.



