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Polícia

Líder de fraude do Detran-DF e Na Hora evade prisão em SP, diz PCDF

PorLarice de PaulaVerificadoOrtografia IAPublicado Há 52 min
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Líder de fraude do Detran-DF e Na Hora evade prisão em SP, diz PCDF
Fatos Rápidos da Notícia
  • A 4ª fase da Operação Código Fantasma da PCDF prendeu quatro suspeitos acusados de instalar dispositivos MikroTik nas redes do Detran-DF e do Na Hora para realizar fraudes em acessos públicos
  • Os criminosos cobravam aproximadamente 50% do valor das multas para efetuar alterações ilegais, como a retirada de débitos e cancelamento de multas de trânsito
  • Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro, com penas máximas que somadas podem chegar a 32 anos de reclusão
Resumo Editorial

O esquema fraudulento do Detran-DF, que desviava 50% das multas via dispositivos MikroTik, culminou na prisão de quatro envolvidos em ação coordenada na quarta fase da O peração Código Fantasma.

Na manhã de 28 de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a quarta fase da O peração Código Fantasma, culminando na prisão de quatro indivíduos suspeitos de instalar dispositivos MikroTik em redes internas do Detran-DF e do Na Hora, com o objetivo de fraudar sistemas públicos de trânsito para desvincular débitos, cancelar multas e efetuar transferências ilegais de veículos, prática que gerava prejuízos estimados em até 50% do valor das multas aplicadas.

Estrutura Clandestina e Modus O perandi da O rganização Criminosa

A ação policial, deflagrada em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires, identificou a instalação clandestina de roteadores MikroTik em pontos estratégicos das unidades públicas de trânsito, permitindo acesso remoto não autorizado aos sistemas do Detran-DF e do Na Hora; os equipamentos apreendidos — ao menos oito em diferentes unidades do Na Hora — possibilitavam a manipulação de registros oficiais por meio de desvinculação de débitos, cancelamento irregular de multas e transferências fraudulentas de veículos, prática que, segundo o delegado-chefe da DRCC, João Guilherme, envolvia cobrança de aproximadamente 50% do valor das multas para efetuar alterações ilegais.

Nos autos, o investigado principal, identificado apenas como líder do núcleo criminoso com mais de 11 indiciamentos por organização criminosa no Distrito Federal e histórico de roubo de carga e estelionato, tentou destruir provas jogando dispositivos eletrônicos no vaso sanitário durante o cumprimento dos mandados; entre os bens apreendidos constam um carro de luxo e armamento branco, evidenciando o caráter estruturado e perigoso da organização criminosa que operava com apoio logístico externo às instituições públicas.

Ponto de Destaque

O grupo cobrava metade do valor das multas para realizar alterações ilegais nos sistemas públicos de trânsito, como a retirada de débitos e cancelamento irregular de penalidades.

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