A pesquisa Datafolha, divulgada em 24 de setembro, apura que a governadora Raquel Lyra (PSD) lidera com 48% as intenções de voto para o governo de Pernambuco no primeiro turno da eleição, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) alcança 44%, com os demais candidatos somando 1% cada um e 4% destinados a votos em branco, nulos ou indecisos.
Contexto Institucional e Evidências da Apuração Eleitoral
A pesquisa Datafolha, contratada pela Folha e TV e registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-08125/2026, entrevistou 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais em 48 municípios entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais; os resultados confirmam Raquel Lyra em primeiro lugar com 48% das intenções de voto, seguido por João Campos com 44%, Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão) e Professora Camila (UP) empatados em 1% cada um, enquanto 4% dos entrevistados destinaram-se a votos em branco, nulos ou nenhum candidato e 2% não souberam responder.
Antecedentes históricos indicam que a governadora busca reeleição para consolidar seu projeto político em Pernambuco, tendo assumido o governo em 2023 após a saída de Eduardo Campos, com gestão marcada por investimentos em saúde e segurança pública, enquanto João Campos, que administrou o Recife entre 2013 e 2020, busca retomar o executivo estadual com discurso de continuidade administrativa e modernização urbana.
Raquel Lyra mantém 48% das intenções de voto para o governo de Pernambuco no primeiro turno da eleição.
Repercussão Política e Desdobramentos do Segundo Turno Eleitoral
A expectativa de um segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, onde a governadora projeta 51% das intenções de voto contra 45% do ex-prefeito do Recife, sinaliza um confronto direto pela liderança do centro-direita pernambucano, com possibilidade de polarização política acirrada nos últimos meses da campanha.
Especialistas apontam que a proximidade dos resultados pode acionar mobilizações estratégicas de partidos aliados, enquanto a Justiça Eleitoral deve intensificar a apuração sobre origem de recursos não declarados nas urnas, conforme orientação da PF para investigar dinheiro vivo nas eleições.



