Na manhã de sexta‑feira, 4 de maio, agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil da Bahia interceptaram Marisson dos Santos Silva, conhecido como "Nino Braw" ou "Nino", na Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, enquanto o suspeito seguia de direção ao Rio de Janeiro em direção a São Paulo; a captura, efetuada sob mandado de prisão temporária emitido pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, foi coordenada pela Draco e integra a O peração No Brown, que investiga a morte de Gustavo Barbosa dos Santos e duas tentativas de homicídio ocorridas em 4 de julho 2026 em Cajazeiras IV.
Contexto Institucional e Procedimentos da Captura
A operação, desenvolvida com apoio da inteligência da Polícia Civil da Bahia e coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas O rganizadas e Inquéritos Especiais (Draco), reuniu equipes da PRF e da própria Polícia Civil para garantir a interceptação do veículo suspeito na rodovia que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo; o local foi escolhido com base em informações sigilosas que apontaram a rota de fuga de Nino, que vinha de um itinerário previamente monitorado por agentes.
Nos dias anteriores à prisão, as investigações revelaram que Nino havia assumido posição de liderança no Comando Vermelho após romper com o Bonde do Maluco (BDM), coordenando ataques contra integrantes e territórios da antiga facção na Bahia, além de ter ordenado ações a distância; o mandado expedido pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri autoriza sua detenção temporária por envolvimento em homicídio qualificado e tentativas de homicídio, crimes que culminaram na morte de Gustavo Barbosa dos Santos, de 17 anos.
O número central da operação – a morte de Gustavo Barbosa dos Santos – evidencia o impacto mortal das ações do criminoso.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A defesa de Nino ainda não se manifestou publicamente; contudo, a Procuradoria‑Geral da República já sinalizou que acompanhará o caso com rigor, enquanto o Ministério Público do Estado da Bahia requereu o afastamento imediato do suspeito dos cargos de homicídio e tentativa de homicídio.
Especialistas em segurança pública apontam que a captura de um dos principais articuladores do Comando Vermelho pode desarticular redes criminosas regionais, mas também gera retaliações; nos próximos dias, autoridades devem consolidar os autos, solicitar a conversão da prisão preventiva e avaliar medidas de controle das rotas logísticas utilizadas pelas organizações criminosas.
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Temos plena convicção de que a manutenção da prisão preventiva assegura a ordem pública e impede possíveis obstruções à investigação\(}



