O ex-diretor da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) André Weiss, responsável pela administração tributária estadual, foi preso preventivamente pela suspeita de receber propina no valor de 3% sobre R$ 1 bilhão e uma mesada mensal de R$ 250 mil, conforme apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e revelada pela O peração Ícaro, deflagrada em agosto de 2025.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) do MSPP demonstrou que Weiss, ao assumir a chefia da Diretoria de Fiscalização (Difis) em abril de 2023 e posteriormente a direção-executiva da Administração Tributária (Deat) em novembro do mesmo ano, teria mantido o ex-delegado Paulo Prado no Butantã como peça-chave para viabilizar o esquema de ressarcimento de ICMS envolvendo empresas varejistas que emitiam notas fiscais falsificadas para gerar propina.
Antecedentes indicam que Weiss ocupou três cargos estratégicos em sete meses durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo promovido duas vezes após a substituição preventiva de um servidor envolvido em irregularidades, fato justificado pela autoridade pública como medida técnica para garantir continuidade na gestão fiscal.
Weiss recebeu R$ 250 mil mensais e 3% sobre propina de R$ 1 bilhão, enquanto 23 servidores foram afastados sem remuneração pela O peração Ícaro
Repercussão Legal e Desdobramentos Administrativos
A Sefaz-SP confirmou que Weiss encontra-se afastado do cargo desde 3 de setembro sem direito a vencimentos, sujeito a processo administrativo disciplinar que pode culminar em exoneração do serviço público, conforme comunicado oficial da pasta.
Especialistas apontam que o caso deve gerar impacto nas negociações orçamentárias estaduais e reforçar o debate sobre mecanismos de controle interno nas auditorias fiscais para evitar novas redes de corrupção no âmbito tributário.



