O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), tem sinalizado ao Centrão e à direita um veto à indicação de nomes radicais para o futuro governo, priorizando a indicação de quadros técnicos e políticos, conforme apurou a coluna. O único nome confirmado até o momento é Cláudio Lottenberg, indicado para o Ministério da Saúde, enquanto outras opções ainda estão em negociação, com fontes do Planejamento e da Fazenda apontando possíveis nomes como Marcelo Kayath e Roberto Campos Neto para a área econômica.
Contexto Institucional e Estratégico da Definição de Ministros
A apuração realizada pela coluna revelou que, nas últimas semanas, o senador Rogério Marinho tem mantido diálogos estratégicos com caciques do Centrão e partidos aliados, reiterando a preferência por nomes técnicos e moderados, em contraste com as escolhas consideradas radicais no governo anterior de 2019, como Ernesto Araújo no Itamaraty e Abraham Weintraub na Educação, que afastaram o Centrão do comando das pastas-chave.
Essas posições se alinham ao discurso de Flávio Bolsonaro de que pretende consolidar uma imagem presidencial mais conciliadora, diferenciando-se do pai, Jair Bolsonaro, e buscando maior aceitação junto aos setores econômicos e institucionais que sustentam o apoio parlamentar ao projeto político em curso.
Até o momento, apenas Cláudio Lottenberg foi confirmado como ministro da Saúde, enquanto outras pastas-chave ainda aguardam definições definitivas.
Repercussão Política e Próximas Escolhas Governamentais
A decisão de Marinho reflete um esforço de conciliação com o Centrão, que vê nos ministérios econômicos áreas críticas para a viabilidade do projeto político, com fontes próximas ao Planejamento indicando que nomes como Marcelo Kayath ou Roberto Campos Neto são cotados para a Fazenda, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) pode assumir a Segurança Pública.
Apesar da expectativa de novas nomeações após o segundo turno das eleições, a estratégia atual busca equilibrar autonomia técnica com alinhamento ideológico mínimo para garantir apoio parlamentar efetivo ao novo governo.



