Dois suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em roubos a residências e extorsões foram presos nesta terça-feira (1º/9) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), durante diligências da 32ª DP no bairro de Madureira, Zona Norte, com o objetivo de cumprir mandados judiciais relacionados a um roubo ocorrido em 20 de agosto na Rua Pajurá, na Taquara, Zona O este do Rio.
Contexto Institucional e Investigação da O peração
A operação policial teve início após a identificação de um grupo criminoso que utilizava a plataforma digital GetNinjas para se aproximar das vítimas ao se fazerem passar por prestadores de serviços residenciais, conforme constatado pelas investigações da Divisão de Homicídios e Contravenção da PCERJ. Durante as buscas realizadas em uma residência localizada em Madureira, agentes da 32ª DP prenderam Michelle Martins dos Santos e Leandro da Silva Santana, apontado como líder do grupo, que se encontrava foragido desde o dia 29. No imóvel, foram apreendidos objetos de valor e documentos que comprovam a participação dos acusados em pelo menos quatro roubos majorados em bairros como Jacarepaguá e Cidade Nova.
As investigações revelaram que o grupo mantinha cadastros ativos na plataforma virtual e empregava uma modus operandi sistemática: após a contratação por meio do aplicativo, os criminosos adentravam as residências das vítimas, anunciavam o assalto, prendiam a vítima com ameaça de armas e exigiam transferências via Pix para contas de terceiros, sob pena de violência física. No caso concreto investigado, uma mulher contratou os criminosos para serviços domésticos e foi mantida em cativeiro por aproximadamente seis horas, durante as quais foi forçada a realizar três transferências que somaram mais de R$ 12 mil.
O grupo movimentou mais de R$ 100 milhões em ilícitos ao longo de dois anos, segundo laudo pericial da PCERJ.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Investigação
A Polícia Civil informou que os crimes tipificados como roubo majorado e extorsão majorada configuram infrações graves previstas no Código Penal, com penas que podem ultrapassar o regime fechado e somar mais de 30 anos de reclusão para cada participante. O delegado responsável pelo caso, Fábio Almeida, declarou que 'a estrutura organizacional do grupo indica envolvimento com redes criminosas maiores, demandando apuração aprofundada sobre possíveis intermediários e receptadores'.
Com a prisão dos dois suspeitos, as investigações seguem focadas na localização do terceiro investigado, Nycolas de Lima Faria, ainda não localizada, enquanto o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ) deve formalizar denúncia contra os acusados nos próximos dias. A PCERJ reforça que eventuais colaborações premiadas ou novas informações podem resultar na desmantelamento total da quadrilha.



