A jornalista Sônia Carneiro, aos 74 anos, faleceu no domingo, 20 de setembro, encerrando uma trajetória de mais de cinco décadas na comunicação e no acompanhamento da vida pública brasileira, durante a qual exerceu papel fundamental na apuração e documentação de episódios decisivos da história política contemporânea do país. Com passagens marcantes na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil — onde permaneceu por 32 anos, entre 1971 e 2003 —, ela acumulou experiência como repórter, chefe de reportagem e setorista do Congresso Nacional e do Planalto, ocupando posição privilegiada para registrar o desenvolvimento do jornalismo e da democracia brasileira.
Trayetória Profissional e Contribuições ao Jornalismo Político
Sônia Carneiro iniciou sua carreira em 1971 na Rádio Jornal do Brasil, onde rapidamente se destacou pela rigorosa apuração e pela capacidade de articular narrativas com precisão técnica, evoluindo para funções de chefia de reportagem e, posteriormente, de editora-chefe da emissora em Brasília, consolidando-se como uma das referências do jornalismo institucional no país. Sua permanência de 32 anos entre os dois principais veículos de comunicação do Brasil refletiu não apenas fidelidade profissional, mas também um compromisso contínuo com a qualidade e a profundidade da cobertura política.
Ao longo de mais de cinco décadas, Sônia testemunhou e relatou momentos cruciais da construção democrática brasileira, desde o movimento das Diretas Já até a Constituinte, passando pela CPI de PC Farias, o impeachment de Collor e as diversas fases das presidências republicanas. Sua atuação como setorista do Congresso Nacional e do Planalto lhe conferiu experiência inestimável para a geração de reportagens com base em fatos concretos e em interlocuções diretas com os protagonistas do poder.



